A ideia não era esta. Não era escrever aqui, no Porto, sobre uma volta a terras malditas mas precisamente o inverso.
Ainda que por alguns dias, ainda que em trabalho, vieram-me as lembranças daqueles tempos de fim de semana e de como custava estar longe. Mas (e) no meio disso, algumas saudades... sim, saudades. De um local que já considerava meu. Um espaço que já conhecia bem e ainda assim surpreendia-me... Uma terra que adorava odiar.
Queria falar daqueles tempos, daquela sensação que ambos conhecíamos, e de como nos habituamos rapidamente aquilo que temos, esquecendo (ou não querendo lembrar) em parte o caminho que tivemos de percorrer...
Queria falar de muitas coisas... mas fiquei pelo Porto.
2013-04-10
2012-10-24
De volta à origem
Por diversas vezes imaginei um começo para este texto. Algo como um regresso às origens, um retorno, um deixar para trás daquelas terras malditas, as expectativas do que perderia e aquilo que realmente perdi.
Não foi a primeira vez que mudei. Há uns anos também larguei aquilo que tinha. Não vou dizer que fui à procura de algo, da independência, de um sonho, de um projecto. Fui porque tive de ir. Contrariado, para uma cidade, maldita, tal como a apelidava... tal como ainda a apelido.
Sim, por diversas vezes imaginei o início deste texto. E mesmo querendo contar uma série de coisas, mesmo querendo enumerar as dificuldades, as vitórias, as histórias tal como as ia organizando no pensamento, mesmo querendo, perdeu a importância...
Fui para baixo com uma mala. Uma pequena mala verde, como quem vai passar férias longínquas. Fiquei com os meus tios nos primeiros tempos. Mudei-me novamente, desta vez para um quarto. Já não era só uma mala, e ainda assim, foi simples. Três meses passaram e voltei a mudar. Desta vez, a pequena mala passou a ser só uma mala. Ao fim de quatro anos, voltei ao ponto de partida. A mala transformou-se, ganhou forma, e com muita imaginação (justificando finalmente as inúmeras horas de Tetris, jogadas aquando miúdo), trouxe um T0 na parte de trás de um pequeno Fiat Bravo. Não foi uma mudança simples; atribulada em alguns sentidos; e o regresso continuou numa correria, ainda que pouco tempo depois tivesse finalmente férias num local calmo.
Durante muito tempo pensei naquilo que tinha deixado para trás. Naquilo que tinha perdido, no retrocesso, na falta de expectativas. Deixei-me arrastar num turbilhão de pensamentos, de sentimentos, num despertar para as coisas que sabia que ia largar mas que ainda não as tinha sentido. E no meio disto tudo, perdi a perspectiva. Não se trata do que ficou para trás, não se trata do futuro e das incertezas que este acarreta, mas sim destes quarto anos.
Fui para Lisboa em de Junho de 2008. Em Agosto deste ano de 2012, voltei a casa. É irónico, sendo eu engenheiro informático, estando habituado a procurar bugs, a fazer questões de como, quando, porquê, não ter percebido que o problema não está no que ficou para trás...
Quatro anos, não cabem dentro de uma mala.
Não foi a primeira vez que mudei. Há uns anos também larguei aquilo que tinha. Não vou dizer que fui à procura de algo, da independência, de um sonho, de um projecto. Fui porque tive de ir. Contrariado, para uma cidade, maldita, tal como a apelidava... tal como ainda a apelido.
Sim, por diversas vezes imaginei o início deste texto. E mesmo querendo contar uma série de coisas, mesmo querendo enumerar as dificuldades, as vitórias, as histórias tal como as ia organizando no pensamento, mesmo querendo, perdeu a importância...
Fui para baixo com uma mala. Uma pequena mala verde, como quem vai passar férias longínquas. Fiquei com os meus tios nos primeiros tempos. Mudei-me novamente, desta vez para um quarto. Já não era só uma mala, e ainda assim, foi simples. Três meses passaram e voltei a mudar. Desta vez, a pequena mala passou a ser só uma mala. Ao fim de quatro anos, voltei ao ponto de partida. A mala transformou-se, ganhou forma, e com muita imaginação (justificando finalmente as inúmeras horas de Tetris, jogadas aquando miúdo), trouxe um T0 na parte de trás de um pequeno Fiat Bravo. Não foi uma mudança simples; atribulada em alguns sentidos; e o regresso continuou numa correria, ainda que pouco tempo depois tivesse finalmente férias num local calmo.
Durante muito tempo pensei naquilo que tinha deixado para trás. Naquilo que tinha perdido, no retrocesso, na falta de expectativas. Deixei-me arrastar num turbilhão de pensamentos, de sentimentos, num despertar para as coisas que sabia que ia largar mas que ainda não as tinha sentido. E no meio disto tudo, perdi a perspectiva. Não se trata do que ficou para trás, não se trata do futuro e das incertezas que este acarreta, mas sim destes quarto anos.
Fui para Lisboa em de Junho de 2008. Em Agosto deste ano de 2012, voltei a casa. É irónico, sendo eu engenheiro informático, estando habituado a procurar bugs, a fazer questões de como, quando, porquê, não ter percebido que o problema não está no que ficou para trás...
Quatro anos, não cabem dentro de uma mala.
2012-06-11
07:30
Hoje perdi um comboio. Não é que já não me tivesse acontecido, aliás, por diversas vezes perdi comboios pelas mais variadas razões, mas este é especial. É a mesma rotina, o mesmo comboio, a mesma estação, o mesmo destino, mas hoje foi diferente.
Não sei se foi sempre assim, mas posso-me considerar uma pessoa lamechas. Quando era pequeno imaginava passear de mão dada por aqueles locais que servem de fundo aos filmes românticos, jantar nos mesmos sítios que montam o argumento e que ainda hoje não sei se realmente existem, e acabar o dia ao lado da pessoa que me faz feliz. Talvez seja aquilo que gostávamos de ter como um dia perfeito, estendido na pequena mente de quem ainda via a vida de forma simples, mas mesmo assim, lamechas.
Lembro-me de olhar para as pessoas a usarem anéis quando estavam no início de uma relação, no início dos sonhos de uma vida juntos, de um dia poder casar. Olhava para elas e pensava "um dia, quando namorar, também quero usar um".
Anilhados; coisa sem jeito; alianças é só no casamento; algo que só serve para gastar dinheiro e dizer "eu namoro" a quem não se conhece; as críticas são muitas e provavelmente cheias de razão à maioria dos casos e mesmo assim achava uma certa piada à ideia, mesmo estando a cair na gaveta daqueles que ficam felizes de a usar apenas porque amam a outra parte e compram a aliança porque os outros também a compraram
Pode parecer estranho mas sinto necessidade desse pedaço de metal... De ter algo que possa agarrar, que possa de alguma forma mostrar-me aquilo que tem sido construído; sinto falta de olhar para ele e pensar que mesmo sem dias perfeitos, comprometi-me. "it's a covenant"
Sou lamechas, e hoje perdi um comboio. Não quero perder mais...
Não sei se foi sempre assim, mas posso-me considerar uma pessoa lamechas. Quando era pequeno imaginava passear de mão dada por aqueles locais que servem de fundo aos filmes românticos, jantar nos mesmos sítios que montam o argumento e que ainda hoje não sei se realmente existem, e acabar o dia ao lado da pessoa que me faz feliz. Talvez seja aquilo que gostávamos de ter como um dia perfeito, estendido na pequena mente de quem ainda via a vida de forma simples, mas mesmo assim, lamechas.
Lembro-me de olhar para as pessoas a usarem anéis quando estavam no início de uma relação, no início dos sonhos de uma vida juntos, de um dia poder casar. Olhava para elas e pensava "um dia, quando namorar, também quero usar um".
Anilhados; coisa sem jeito; alianças é só no casamento; algo que só serve para gastar dinheiro e dizer "eu namoro" a quem não se conhece; as críticas são muitas e provavelmente cheias de razão à maioria dos casos e mesmo assim achava uma certa piada à ideia, mesmo estando a cair na gaveta daqueles que ficam felizes de a usar apenas porque amam a outra parte e compram a aliança porque os outros também a compraram
Pode parecer estranho mas sinto necessidade desse pedaço de metal... De ter algo que possa agarrar, que possa de alguma forma mostrar-me aquilo que tem sido construído; sinto falta de olhar para ele e pensar que mesmo sem dias perfeitos, comprometi-me. "it's a covenant"
Sou lamechas, e hoje perdi um comboio. Não quero perder mais...
2012-05-05
Numa mesa de café
Encontro-me neste momento num café, de mesas relvadas e paredes a condizer. Com as artimanhas de bits e bytes, e apesar de este texto nunca ser publicado imediatamente após a sua escrita (a ligação ao mundo, por vezes, é demasiado terrena e não perceptível para quem apenas entende de zeros e uns) digamos que as horas, a data, aquilo que matematicamente define um momento, se manterá fiel à origem do mesmo.
O local, apesar de definido, não é importante. Podia ser um café, um restaurante, um jardim ou uma praia, enfim, uma imensidão de sítios, os quais a minha imaginação não quer descrever. A companhia, por outro lado, essa sim, importa...
Não a descrevo, não encontro palavras. O meu forte é a linguagem das máquinas e não a dos homens. Ifs, then, elses, for whiles e afins, pequenos blocos de tijolo deste universo digital (e se “afins” não faz parte, talvez devesse. Justificar-se-ia como after insert e seria mais uma forma de nos confundir a mente quando impomos a nossa forma de pensar). Não, não sei as palavras e nem o dicionário ajuda. Talvez pudesse programar, mas seria apenas uma fraca demonstração daquilo que não sei fazer.
«irrompes o meu pensamento na ânsia de ler as minhas ideias... tem calma. Não forces o processo criativo de sentir a pressão dos pedaços de plástico impresso.»
Sim, este texto é para ti. Persuadiste-me. Obrigaste-me. Descobriste-me... descobri-me. Lembro-me da fraca analogia de seres o meu posto de turismo, de me levares aonde não conhecia, de me mostrares aquilo que tinha para dar... sim, a analogia é fraca, mas a ideia subjacente não.
E se lá fora temos a estação de comboios, aqueles carris imensos que começam e acabam em locais desconhecidos, contigo viajo para fora deles, ultrapasso os limites que me ensinaram, os limites da minha própria imaginação. Não direi aquilo que tanto te digo. Perdeu valor, tornou-se mundano, igual a tantas outras entoações proferidas por tantos outros seres. Mas sabes, e sentes...
...e eu sentirei contigo.
O local, apesar de definido, não é importante. Podia ser um café, um restaurante, um jardim ou uma praia, enfim, uma imensidão de sítios, os quais a minha imaginação não quer descrever. A companhia, por outro lado, essa sim, importa...
Não a descrevo, não encontro palavras. O meu forte é a linguagem das máquinas e não a dos homens. Ifs, then, elses, for whiles e afins, pequenos blocos de tijolo deste universo digital (e se “afins” não faz parte, talvez devesse. Justificar-se-ia como after insert e seria mais uma forma de nos confundir a mente quando impomos a nossa forma de pensar). Não, não sei as palavras e nem o dicionário ajuda. Talvez pudesse programar, mas seria apenas uma fraca demonstração daquilo que não sei fazer.
«irrompes o meu pensamento na ânsia de ler as minhas ideias... tem calma. Não forces o processo criativo de sentir a pressão dos pedaços de plástico impresso.»
Sim, este texto é para ti. Persuadiste-me. Obrigaste-me. Descobriste-me... descobri-me. Lembro-me da fraca analogia de seres o meu posto de turismo, de me levares aonde não conhecia, de me mostrares aquilo que tinha para dar... sim, a analogia é fraca, mas a ideia subjacente não.
E se lá fora temos a estação de comboios, aqueles carris imensos que começam e acabam em locais desconhecidos, contigo viajo para fora deles, ultrapasso os limites que me ensinaram, os limites da minha própria imaginação. Não direi aquilo que tanto te digo. Perdeu valor, tornou-se mundano, igual a tantas outras entoações proferidas por tantos outros seres. Mas sabes, e sentes...
...e eu sentirei contigo.
2012-02-21
Final do dia...
2012-01-31
Apenas dois..
Há algo engraçado na vida de uma pessoa. Algo que só o próprio poderá vivenciar mas ainda assim, algo engraçado. Há uns anos atrás não imaginava como seria o futuro, e curiosamente, hoje, não imagino como seria o passado. A nostalgia tem uma vontade própria de nos levar apenas aos locais que lhe interessa e eu assumo que ela saberá aonde nos leva...
Devo dizer que isto não pode, nem deve, ser entendido como algum regresso ao passado, mas não queria cair nesse erro. Tal como um livro apenas contêm aquilo que lhe é devido, um espaço como este também deveria conter apenas aquilo que lhe é devido e tudo o que vem posteriormente, vem sempre em forma de anexo, de uma página a mais que quebra a harmonia já existente... Acredito que o mesmo não se aplique tão fielmente aos bits e bytes deste pequeno cantinho no meio do universo dos seus irmãos mais velhos e portanto, tal como tinha referido, não é, nem deve, ser entendido como um regresso ao passado..
Com três pontinhos se acaba, é certo, mas a verdade, é que ainda só escrevemos dois. Reservemos o terceiro para o futuro
2009-08-18
com três pontinhos se acaba...
"Existe um tempo para tudo"
Algum dia a ouvimos... algum dia a dissemos...
Ao contrário da nossa memória, os bits e bytes duram uma eternidade: estáticos, dinâmicos, num servidor ou noutro, perdidos numa imensidão de ligações, encontrados por palavras escritas, elas também parte deste mundo.
Existe um tempo para tudo e este cantinho teve o dele. Mas ao contrário de outros lugares, não posso fechar a porta sem antes me despedir.
Iniciei um novo projecto, mais abrangente e com objectivos diferentes. Não direi que mudo para melhor, apenas o tempo o dirá. Até lá, encontramo-nos em travessasecarris.wordpress.com
Com três pontinhos se começa, com três pontinhos se acaba...
Algum dia a ouvimos... algum dia a dissemos...
Ao contrário da nossa memória, os bits e bytes duram uma eternidade: estáticos, dinâmicos, num servidor ou noutro, perdidos numa imensidão de ligações, encontrados por palavras escritas, elas também parte deste mundo.
Existe um tempo para tudo e este cantinho teve o dele. Mas ao contrário de outros lugares, não posso fechar a porta sem antes me despedir.
Iniciei um novo projecto, mais abrangente e com objectivos diferentes. Não direi que mudo para melhor, apenas o tempo o dirá. Até lá, encontramo-nos em travessasecarris.wordpress.com
Com três pontinhos se começa, com três pontinhos se acaba...
2008-06-27
Dia 22 - As tardes no emprego
Mais uma vez ouvi a frase "Olha, digo-te outra vez que isto não é assim em todo o lado!" - Disse ela enquanto abria uma garrafa de cachaça para a malta, que um colega trouxe...
O ponto alto foi quando ela se pôs a juntar a cachaça às garrafas de compal que foram oferecidas de manhã e a malta começou a pedir por shots. E sim, malta com idade suficiente para ter mais que juízo!
Mas digo-vos já que lá trabalha-se! Sério!
O ponto alto foi quando ela se pôs a juntar a cachaça às garrafas de compal que foram oferecidas de manhã e a malta começou a pedir por shots. E sim, malta com idade suficiente para ter mais que juízo!
Mas digo-vos já que lá trabalha-se! Sério!
2008-06-21
Dia 16 - Correrias, A lei do mais preguiçoso...
É impressionante a maneira como as pessoas correm para umas escadas rolantes! Podem estar escadas normais (daquelas que não se mexem) mesmo ao lado, que ficam todas à espera para descer pelas rolantes... Deve ser da moda...
Por falar em modas, estarem duas pessoas a entregar o Global e o Destak a toda a gente que passa também deve ser moda... a moda de deitar árvores abaixo... Mas que o tipo apregoa bem, apregoa!
"Pode ser esse arroz que está aí ao pé" - Sinceramente, esta lógica do pé ultrapassa-me! Sem comentários...
PS: Ar puro finalmente... este fim de semana em terras nortenhas vai-me saber pela vida!
Por falar em modas, estarem duas pessoas a entregar o Global e o Destak a toda a gente que passa também deve ser moda... a moda de deitar árvores abaixo... Mas que o tipo apregoa bem, apregoa!
"Pode ser esse arroz que está aí ao pé" - Sinceramente, esta lógica do pé ultrapassa-me! Sem comentários...
PS: Ar puro finalmente... este fim de semana em terras nortenhas vai-me saber pela vida!
2008-06-17
Dia 13 - O almoço e as escadas rolantes
No outro dia reparei que na ementa dum café tinha uma linha assim "Francesinha".
Hoje decidi experimenta-la... O preço estava muito acessível (5.50€) e já vinha com batatas... Duas garfadas depois percebi porquê...
Outra coisa engraçada em que tenho reparado tem a ver com as escadas rolantes. Aqui, as pessoas encostam-se à direita para que, as que vão pela esquerda, possam circular... Só mesmo eu para destabilizar o sistema!
Hoje decidi experimenta-la... O preço estava muito acessível (5.50€) e já vinha com batatas... Duas garfadas depois percebi porquê...
Outra coisa engraçada em que tenho reparado tem a ver com as escadas rolantes. Aqui, as pessoas encostam-se à direita para que, as que vão pela esquerda, possam circular... Só mesmo eu para destabilizar o sistema!
2008-06-06
Dia 1 - As diferenças
Pois é... Ontem fui pedir um passe para poder andar de comboio e metro. Cheguei à conclusão que ao contrário do Porto os passes não são dados na hora mas sim no dia seguinte... e isto é o pedido urgente!
As natas não são natas: são pasteis...
Os napoleões não são napoleões: são mil folhas...
E chamam a isto a capital do País...
As natas não são natas: são pasteis...
Os napoleões não são napoleões: são mil folhas...
E chamam a isto a capital do País...
2008-05-15
Fly Away
E foi assim que acordei hoje de manhã: rádio a ultrapassar os decibéis desejáveis, os olhos a custar a abrir, a música a latejar na cabeça, e a enorme preguiça de me levantar da cama, descer as escadas e desligar aquele barulho malvado que me tirou do belo do sono de 4 horas...
A música que estava a dar (Fly Away do Lenny K), uma relíquia dos velhos tempos, pois já la vão 10 anos, e 10 anos é antiquado para as gerações de hoje, pôs-me a pensar nas futuras perspectivas de vida, de emprego.
Existe a oportunidade de voar deste Porto para aquela lisboa (com "l" pequeno pois é a cidade maldita para as pessoas do Norte que teimam em ir lá parar), e digo voar pois a 220km/H, não deslizamos, mas voamos sobre os carris. E se por um lado já disse inúmeras vezes que queria desaparecer, só agora reflicto ("reflito" se fosse sobre o novo acordo ortográfico, ou muito simplesmente o Brasileiro adoptado em Portugal) sobre o que fica para trás. E não é só a família, mas os amigos, as amigas, as saídas, os passeios, o computador... Sim, o computador. E com o computador ficam as edições de vídeo, que, já com projectos em vista e sendo esta uma das minhas paixões, torna-se algo difícil de deixar para trás.
Com certeza que novas oportunidades surgirão e se ficar aonde penso ficar, o Premier é algo que não vai faltar, embora a matéria prima para este possa escassear. Mas são as possíveis oportunidades deixadas para trás, que sem saber bem o que são e o que poderiam ou não ser, me incomodam profundamente.
E no entanto, este tiro no escuro já foi dado... Lanternas, procuram-se!
A música que estava a dar (Fly Away do Lenny K), uma relíquia dos velhos tempos, pois já la vão 10 anos, e 10 anos é antiquado para as gerações de hoje, pôs-me a pensar nas futuras perspectivas de vida, de emprego.
Existe a oportunidade de voar deste Porto para aquela lisboa (com "l" pequeno pois é a cidade maldita para as pessoas do Norte que teimam em ir lá parar), e digo voar pois a 220km/H, não deslizamos, mas voamos sobre os carris. E se por um lado já disse inúmeras vezes que queria desaparecer, só agora reflicto ("reflito" se fosse sobre o novo acordo ortográfico, ou muito simplesmente o Brasileiro adoptado em Portugal) sobre o que fica para trás. E não é só a família, mas os amigos, as amigas, as saídas, os passeios, o computador... Sim, o computador. E com o computador ficam as edições de vídeo, que, já com projectos em vista e sendo esta uma das minhas paixões, torna-se algo difícil de deixar para trás.
Com certeza que novas oportunidades surgirão e se ficar aonde penso ficar, o Premier é algo que não vai faltar, embora a matéria prima para este possa escassear. Mas são as possíveis oportunidades deixadas para trás, que sem saber bem o que são e o que poderiam ou não ser, me incomodam profundamente.
E no entanto, este tiro no escuro já foi dado... Lanternas, procuram-se!
Momentum 2008 - Ministério de Louvor IBCedofeita
Um abraço para o grupo que trabalhou nas filmagens e deu o apoio na edição.
Barbs, para a próxima não te pires do país... Raminhos e Oliveirinha (só não és da serra), muito obrigado pelo "aturamento" naquelas horas das várias madrugadas...
Para todos os que já me agradeceram, obrigado por terem gostado!
PS: o vídeo não aparece porque, e obrigada por me avisarem, faltam os créditos! De volta para o after effects... :)
2008-04-08
Space Lego - A curta
A pedido de muitas famílias, vai ser feita uma próxima curta com legos.
Já há muito tempo que andava a pensar nisto mas ainda não tinha tido grandes ideias até à uns dias atrás quando uma luz se acendeu.
Fica já uma imagem, para que possam ter uma pequena ideia do que virá. Não sei quanto tempo demorará a fazer, mas penso que até ao final do mês fica feito!

Sugestões são sempre bem vindas!
Já há muito tempo que andava a pensar nisto mas ainda não tinha tido grandes ideias até à uns dias atrás quando uma luz se acendeu.
Fica já uma imagem, para que possam ter uma pequena ideia do que virá. Não sei quanto tempo demorará a fazer, mas penso que até ao final do mês fica feito!

Sugestões são sempre bem vindas!
2008-02-04
3 de fevereiro...
"mais um domingo de desenrasca... " - portátil + projector + easyworship + instalação e configuração à pressa = problemas... e posteriores palmadinhas nas costas...
"este livro é muito porreiro" - O canto dos fantasmas (João Aguiar), comprado à 3 dias sem qualquer noção do que esperar dele... e ainda vou na página 48...
"só faço porcaria..." - dito de forma bem suave o que mais uma vez, com todo o meu jeitinho, voltei a fazer contigo...
e apesar de tudo, posso dizer que o dia até correu bem.
"este livro é muito porreiro" - O canto dos fantasmas (João Aguiar), comprado à 3 dias sem qualquer noção do que esperar dele... e ainda vou na página 48...
"só faço porcaria..." - dito de forma bem suave o que mais uma vez, com todo o meu jeitinho, voltei a fazer contigo...
e apesar de tudo, posso dizer que o dia até correu bem.
2008-02-03
Música...
Esta semana, fiz finalmente algo que já algum tempo me apetecia fazer: ouvir música.
Bem, música ouço quase todos os dias enquanto programo, mas faltava a espontaneidade, a sonoridade, o ambiente que apenas um concerto ao vivo tem.
A música em si também não era qualquer uma. Música mais comercial ouve-se todos os dias e sinceramente, certas vozes cansam a mente. Resta assim instrumentais, música clássica, jazz...
Quinta-feira, cansado de estar em frente a este monitor, saí de casa e fui até à Fnac de Sta Catarina. Sabia que ia estar lá um quarteto de saxofones, e como já há muito que não via...
Durante pouco mais de quarenta minutos, fomos levados pelo som alegre e melancólico, calmo e vibrante de saxofones que pareciam ter vida própria. Os estilos de música foram variados, desde música clássica aos estilos sul-americanos, passando pelo tango e as danças de salão, sempre com a presença do jazz. Cada uma das músicas contava-nos uma história, levava-nos a um lugar diferente. E se no final de cada música a história parecia acabar, no final de tudo podíamos ver que todas faziam parte da mesma, todas se encaixavam como um todo. Durante aquele tempo, senti-me a viver uma outra vida, uma outra aventura, ao som de um dos instrumentos que mais estimo.
Fica o desafio para uma próxima vez...
Bem, música ouço quase todos os dias enquanto programo, mas faltava a espontaneidade, a sonoridade, o ambiente que apenas um concerto ao vivo tem.
A música em si também não era qualquer uma. Música mais comercial ouve-se todos os dias e sinceramente, certas vozes cansam a mente. Resta assim instrumentais, música clássica, jazz...
Quinta-feira, cansado de estar em frente a este monitor, saí de casa e fui até à Fnac de Sta Catarina. Sabia que ia estar lá um quarteto de saxofones, e como já há muito que não via...
Durante pouco mais de quarenta minutos, fomos levados pelo som alegre e melancólico, calmo e vibrante de saxofones que pareciam ter vida própria. Os estilos de música foram variados, desde música clássica aos estilos sul-americanos, passando pelo tango e as danças de salão, sempre com a presença do jazz. Cada uma das músicas contava-nos uma história, levava-nos a um lugar diferente. E se no final de cada música a história parecia acabar, no final de tudo podíamos ver que todas faziam parte da mesma, todas se encaixavam como um todo. Durante aquele tempo, senti-me a viver uma outra vida, uma outra aventura, ao som de um dos instrumentos que mais estimo.
Fica o desafio para uma próxima vez...
2008-01-04
Ano novo, vida nova...
... e um bom ano para todos aqueles que ainda se atrevem a vir aqui.
Normalmente, é apenas no fim que se deixam este tipo de frases, mas a coerência do texto leva-me a escreve-la já, sobre pena de me contradizer.
A partir deste ponto não vem nada de útil ou tão pouco de agradável como alguns poderão achar. Eu pelo menos não o acho e em certos pontos pergunto-me se deveria ou não de o partilhar. Simplesmente, têm-me incomodado!
Maddie…
Não fosse o facto de não ser portuguesa e diria que foi um caso como tantos outros em que alguém desaparece em Portugal. Alguém desaparece, os meios de comunicação dão a notícia, as autoridades tomam conta do caso. Dois dias depois ninguém se lembraria… Mas o casal era estrangeiro, as televisões foram prontamente chamadas (por pouco a policia não soube do caso através do telejornal), e o mediatismo em torno deste, cresceu de uma forma tão surpreendente, que até se falou na hipótese de usarem sistemas de vigilância que fazem a nossa privacidade parecer um mito.
Incomodou-me no inicio, quando hora após hora só se falava da Maddie; incomodou-me quando hora após hora só se falava nos pais suspeitos; incomoda-me quando hora após hora não se ouve nada sobre o assunto. Por um lado, é incrível como dispuseram de tantos meios para encontrar alguém e no entanto ainda nos custa largar os 3 cafés diários ou a cerveja tomada com amigos para ajudar todas as outras crianças que vão morrendo à fome. Por outro lado, a maneira como as pessoas mudaram de solidárias para carrascos, como rapidamente arranjaram uma história digna de um filme que miraculosamente explicava todo o caso, faz-me aparecer uma palavra na mente, uma palavra com ‘h’ (brevemente vai começar com ‘i’ pois o ‘h’ como não se lê, vai desaparecer). O caso está agora quase que dado ao esquecimento, mas graças à nossa justiça, temos outros bons casos para comentar à refeição.
Asae, Riaa, e afins…
Começamos por nós, porque o que é nacional é bom. Pelo menos dizia-se assim antigamente pois as ultimas incursões da Asae têm-nos dito o contrário. Afinal as tasquinhas típicas não são boas. A provar estão todas as pessoas que, tendo já entrado e consumido num estabelecimento deste género, foram prontamente para o hospital ou para a farmácia em busca de algo que lhes acalma-se o estômago. Sandes de queijo e presunto sim, desde que cortados em tábuas separadas e preparadas com luvas de látex (pecam por não se terem lembrado das luvas).
Também em grande voga pelo mundo da internet, está a pirataria (leia-se música, filmes, séries, pois do software praticamente ninguém se queixa). Falar se a cópia é boa ou má é o mesmo que discutir se se deve andar sobre a relva nos jardins, ou se temos ou não o direito a gravar programas da Tv. Alias, se bem me recordo, pagamos uma taxa por cada CD/DVD virgem que compramos, para copyrights. Não sei bem de quem, mas se pagamos, pagamos, e o que está pago, está pago. O que me incomoda verdadeiramente é que quem sofre com tudo isto é o cidadão cumpridor. O cidadão que vai ao cinema e leva com anúncios anti-pirataria que caiem no ridículo de equiparar o download de uma música a assaltar uma casa… o cidadão que não pode tocar o CD acabado de comprar no carro porque este tem um mecanismo anti-copia… o cidadão que é obrigado a ver anúncios e traillers de filmes que não interessam sempre que quer ver um DVD na sua própria televisão. Mas somos europeus, e ainda não temos que ouvir (deste caso da Riaa) que fazer uma cópia de um CD de música que compramos para o computador é crime, pois segundo eles uma cópia é uma cópia. Já nem falo no software, mas este também tem dado muitas dores de cabeça a quem o compra, e retirado muitas chatices a quem o obtêm de outras formas...
Por este andar, vai-se tornar mais fácil roubar um CD a alguém do que tira-lo da net. Mas esses casos já não se vão falar, pois as “Asaes” e as “Riaas” deste mundo vão estar contentes. Pergunto-me se os artistas têm a verdadeira consciência e completa visão da equação, quando afirmam que são contra a pirataria e se põem ao lado de uma indústria que faz uso deles como quem faz uso de uma camisa.
Para que fique claro, não sou contra nem a favor da pirataria. Alias, acho que devemos de pagar por aquilo a que damos valor e sem duvida que muita gente merece ser paga por isso. Seja algo fechado, ou algo livre (como o Opensource, ou o Creative Commons), acho que devemos de contribuir por algo que usufruímos. Mas penso também que se é para usufruir, então devemos de usufruir como bem entendemos, sem chatices, sem ver-mos o que não queremos… sem dar o excessivo lucro a quem não tem o mérito.
Para quem aguentou ou simplesmente fez “scroll” a ver quantos tópicos eram (aqui no Word já vai na segunda página), um bom 2008 e que aconteça o que acontecer, que sirva para crescer, para aprender, ou apenas para sorrir.
Normalmente, é apenas no fim que se deixam este tipo de frases, mas a coerência do texto leva-me a escreve-la já, sobre pena de me contradizer.
A partir deste ponto não vem nada de útil ou tão pouco de agradável como alguns poderão achar. Eu pelo menos não o acho e em certos pontos pergunto-me se deveria ou não de o partilhar. Simplesmente, têm-me incomodado!
Maddie…
Não fosse o facto de não ser portuguesa e diria que foi um caso como tantos outros em que alguém desaparece em Portugal. Alguém desaparece, os meios de comunicação dão a notícia, as autoridades tomam conta do caso. Dois dias depois ninguém se lembraria… Mas o casal era estrangeiro, as televisões foram prontamente chamadas (por pouco a policia não soube do caso através do telejornal), e o mediatismo em torno deste, cresceu de uma forma tão surpreendente, que até se falou na hipótese de usarem sistemas de vigilância que fazem a nossa privacidade parecer um mito.
Incomodou-me no inicio, quando hora após hora só se falava da Maddie; incomodou-me quando hora após hora só se falava nos pais suspeitos; incomoda-me quando hora após hora não se ouve nada sobre o assunto. Por um lado, é incrível como dispuseram de tantos meios para encontrar alguém e no entanto ainda nos custa largar os 3 cafés diários ou a cerveja tomada com amigos para ajudar todas as outras crianças que vão morrendo à fome. Por outro lado, a maneira como as pessoas mudaram de solidárias para carrascos, como rapidamente arranjaram uma história digna de um filme que miraculosamente explicava todo o caso, faz-me aparecer uma palavra na mente, uma palavra com ‘h’ (brevemente vai começar com ‘i’ pois o ‘h’ como não se lê, vai desaparecer). O caso está agora quase que dado ao esquecimento, mas graças à nossa justiça, temos outros bons casos para comentar à refeição.
Asae, Riaa, e afins…
Começamos por nós, porque o que é nacional é bom. Pelo menos dizia-se assim antigamente pois as ultimas incursões da Asae têm-nos dito o contrário. Afinal as tasquinhas típicas não são boas. A provar estão todas as pessoas que, tendo já entrado e consumido num estabelecimento deste género, foram prontamente para o hospital ou para a farmácia em busca de algo que lhes acalma-se o estômago. Sandes de queijo e presunto sim, desde que cortados em tábuas separadas e preparadas com luvas de látex (pecam por não se terem lembrado das luvas).
Também em grande voga pelo mundo da internet, está a pirataria (leia-se música, filmes, séries, pois do software praticamente ninguém se queixa). Falar se a cópia é boa ou má é o mesmo que discutir se se deve andar sobre a relva nos jardins, ou se temos ou não o direito a gravar programas da Tv. Alias, se bem me recordo, pagamos uma taxa por cada CD/DVD virgem que compramos, para copyrights. Não sei bem de quem, mas se pagamos, pagamos, e o que está pago, está pago. O que me incomoda verdadeiramente é que quem sofre com tudo isto é o cidadão cumpridor. O cidadão que vai ao cinema e leva com anúncios anti-pirataria que caiem no ridículo de equiparar o download de uma música a assaltar uma casa… o cidadão que não pode tocar o CD acabado de comprar no carro porque este tem um mecanismo anti-copia… o cidadão que é obrigado a ver anúncios e traillers de filmes que não interessam sempre que quer ver um DVD na sua própria televisão. Mas somos europeus, e ainda não temos que ouvir (deste caso da Riaa) que fazer uma cópia de um CD de música que compramos para o computador é crime, pois segundo eles uma cópia é uma cópia. Já nem falo no software, mas este também tem dado muitas dores de cabeça a quem o compra, e retirado muitas chatices a quem o obtêm de outras formas...
Por este andar, vai-se tornar mais fácil roubar um CD a alguém do que tira-lo da net. Mas esses casos já não se vão falar, pois as “Asaes” e as “Riaas” deste mundo vão estar contentes. Pergunto-me se os artistas têm a verdadeira consciência e completa visão da equação, quando afirmam que são contra a pirataria e se põem ao lado de uma indústria que faz uso deles como quem faz uso de uma camisa.
Para que fique claro, não sou contra nem a favor da pirataria. Alias, acho que devemos de pagar por aquilo a que damos valor e sem duvida que muita gente merece ser paga por isso. Seja algo fechado, ou algo livre (como o Opensource, ou o Creative Commons), acho que devemos de contribuir por algo que usufruímos. Mas penso também que se é para usufruir, então devemos de usufruir como bem entendemos, sem chatices, sem ver-mos o que não queremos… sem dar o excessivo lucro a quem não tem o mérito.
Para quem aguentou ou simplesmente fez “scroll” a ver quantos tópicos eram (aqui no Word já vai na segunda página), um bom 2008 e que aconteça o que acontecer, que sirva para crescer, para aprender, ou apenas para sorrir.
2007-11-10
Legos...
Após a chamada retirada estratégica, termo que fica na mente depois de inúmeras horas a ver o canal história sobre as guerras mundiais e a maneira como os aliados não eram derrotados mas sim efectuavam retiradas estratégicas, decidi voltar aqui e escrever nada mais, nada menos, que uma frase da qual se pode retirar, ou não, o porquê de nunca mais ter escrito.
Justificações à parte, deixo-vos com duas pequenas paixões minhas, aliadas pela primeira vez. Espero que gostem, da mesma maneira que gostei de fazer.
Justificações à parte, deixo-vos com duas pequenas paixões minhas, aliadas pela primeira vez. Espero que gostem, da mesma maneira que gostei de fazer.
2007-07-10
2007-05-07
Depois da noite...
... vem o dia.
Depois da queima, o descanso...
Ano após ano, lá vamos nós, a comitiva, o grupo, para mais uns dias na queima, assistir a uns concertos, passar tempo juntos, conversar, e quase como que por obrigação, beber algo. Mas ao contrário daquela malta que bebe até cair para o lado, preferimos beber apenas o mínimo... algo mais para acompanhar uma conversa, quase como que para acompanhar um almoço ou jantar.
Uma das grandes vantagens de se ir a estes lugares é o poder fazer palhaçadas sem que alguém fique a olhar nós como algo que não somos... afinal, podemos dar a desculpa da bebedeira. Não estamos, nem sequer la perto, mas é uma desculpa aceitável, visto que passado uns dias as pessoas já não se lembram de nada, e nós, passado uns anos ainda continuamos a contar as mesmas histórias...
Não direi que seja agradável chegar a casa quando é hora de acordar, mas sim, sentir a brisa fresca da manhã enquanto o sol nos ilumina os pensamentos... Ultimamente, este é um dos momentos que menos tenho o prazer de apreciar, mas se houve algo que gostava de ter podido partilhar hoje, foi este pequeno instante.
Há algum tempo que tenho pensado em algo que me falta... naquela pecinha que vem completar o puzzle... aquela com quem poderia partilhar estes momentos. Curiosamente, é nestas alturas que também me dá o sono e decido ir descansar.
E apesar de ser de dia, eu despeço-me com um "bons sonhos", pois para sonhar, basta querer...
Depois da queima, o descanso...
Ano após ano, lá vamos nós, a comitiva, o grupo, para mais uns dias na queima, assistir a uns concertos, passar tempo juntos, conversar, e quase como que por obrigação, beber algo. Mas ao contrário daquela malta que bebe até cair para o lado, preferimos beber apenas o mínimo... algo mais para acompanhar uma conversa, quase como que para acompanhar um almoço ou jantar.
Uma das grandes vantagens de se ir a estes lugares é o poder fazer palhaçadas sem que alguém fique a olhar nós como algo que não somos... afinal, podemos dar a desculpa da bebedeira. Não estamos, nem sequer la perto, mas é uma desculpa aceitável, visto que passado uns dias as pessoas já não se lembram de nada, e nós, passado uns anos ainda continuamos a contar as mesmas histórias...
Não direi que seja agradável chegar a casa quando é hora de acordar, mas sim, sentir a brisa fresca da manhã enquanto o sol nos ilumina os pensamentos... Ultimamente, este é um dos momentos que menos tenho o prazer de apreciar, mas se houve algo que gostava de ter podido partilhar hoje, foi este pequeno instante.
Há algum tempo que tenho pensado em algo que me falta... naquela pecinha que vem completar o puzzle... aquela com quem poderia partilhar estes momentos. Curiosamente, é nestas alturas que também me dá o sono e decido ir descansar.
E apesar de ser de dia, eu despeço-me com um "bons sonhos", pois para sonhar, basta querer...
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