2006-10-24

rrr...

Rebolo para um lado, rebolo para o outro, ligo o rádio, desligo o rádio, volto a rebolar... Pela mente passam-me inúmeros pensamentos, inúmeras questões... Um deles sobressai-se. Incomoda-me neste momento em que apenas quero dormir... apenas quero voltar a adormecer.
Levanto-me, bebo um pouco de água. Erro meu. Ligo o monitor, outro erro cometido. O sono não aparece. Um teimoso e pequenino pensamento continua a vaguear pelos cantos da casa, pelo silêncio irrompido pela ventilação deste computador. Maldito sono que não vêm. De certeza que só vai aparecer quando já não for preciso, o costume.
Deito as culpas na cafeína... aquela malandra que vêm dentro duma chavena engraçada a acompanhar o jornal. Mas la no fundo sei que não é disso.
Conflito com a mente que teima em contrariar... por agora, nada a fazer, a não ser tentar adormecer...

2006-10-07

Era uma vez...

"Era uma vez um pintainho, e o dono desse pintainho gostava muito do pintainho. Então, dava-lhe de comer todos os dias. Até que o pintainho engordou, engordou e não conseguia sair pela porta e ficou preso. O dono do pintainho tentou puxa-lo mas não conseguiu. Então, pegou num isqueiro e pegou fogo à casa do pintainho e o pintainho ficou todo chamuscado. O dono do pintainho comeu um bocado e viu que era bom! Então, cortou o pintainho às fatias e guardou algumas na despensa e comeu o resto. O pai do pintainho foi à despensa o dono do pintainho e viu o pintainho cortado aos bocados. Então o pai do pintainho matou o dono do pintainho e comeu-o e viveu feliz para sempre."

"Era uma vez um rapaz e uma rapariga no meio de tantos outros rapazes e raparigas que viajavam numa camioneta. Ele, contou uma história a ela e mais algumas vezes aos outros rapazes e raparigas que iam à beira. Confirmou-se o seu lado tolo, meio trengo, aquele lado a que todos estavam habituados a ver nele. Observei-o. Reparei que no meio dos risos de alguns, do nojo de outros por aquela história, para aquele rapaz, a tolice proferida foi apenas mais uma tolice como tantas outras. Fiquei curioso e continuei a observar. Ao principio não percebi, mas no final da viajem encontrei a minha resposta no olhar daquele rapaz, na ternura e carinho com que observara e acariciara a face, os cabelos da rapariga.
Poucos foram os que se aperceberam, mas naquele dia, aquele rapaz mostrou mais de si do que no dia a dia, do que se ele próprio tentasse mostrar, tanto pelas suas palavras como pelos seus gestos… Pensei que o fosse invejar, mas dei por mim contente por também me ter apercebido de quem aquele rapaz era.”



Pediram-me que deixa-se aqui aquela história que nós ouvimos e acabei por deixar também uma outra história que vimos… Como diria alguém de uma livraria: “temos histórias para todos os gostos”. O pequeno blog ainda não chegou a isso, mas vai caminhando para lá…