Encontro-me neste momento num café, de mesas relvadas e paredes a condizer. Com as artimanhas de bits e bytes, e apesar de este texto nunca ser publicado imediatamente após a sua escrita (a ligação ao mundo, por vezes, é demasiado terrena e não perceptível para quem apenas entende de zeros e uns) digamos que as horas, a data, aquilo que matematicamente define um momento, se manterá fiel à origem do mesmo.
O local, apesar de definido, não é importante. Podia ser um café, um restaurante, um jardim ou uma praia, enfim, uma imensidão de sítios, os quais a minha imaginação não quer descrever. A companhia, por outro lado, essa sim, importa...
Não a descrevo, não encontro palavras. O meu forte é a linguagem das máquinas e não a dos homens. Ifs, then, elses, for whiles e afins, pequenos blocos de tijolo deste universo digital (e se “afins” não faz parte, talvez devesse. Justificar-se-ia como after insert e seria mais uma forma de nos confundir a mente quando impomos a nossa forma de pensar).
Não, não sei as palavras e nem o dicionário ajuda. Talvez pudesse programar, mas seria apenas uma fraca demonstração daquilo que não sei fazer.
«irrompes o meu pensamento na ânsia de ler as minhas ideias... tem calma. Não forces o processo criativo de sentir a pressão dos pedaços de plástico impresso.»
Sim, este texto é para ti. Persuadiste-me. Obrigaste-me. Descobriste-me... descobri-me. Lembro-me da fraca analogia de seres o meu posto de turismo, de me levares aonde não conhecia, de me mostrares aquilo que tinha para dar... sim, a analogia é fraca, mas a ideia subjacente não.
E se lá fora temos a estação de comboios, aqueles carris imensos que começam e acabam em locais desconhecidos, contigo viajo para fora deles, ultrapasso os limites que me ensinaram, os limites da minha própria imaginação.
Não direi aquilo que tanto te digo. Perdeu valor, tornou-se mundano, igual a tantas outras entoações proferidas por tantos outros seres. Mas sabes, e sentes...
...e eu sentirei contigo.
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2012-05-05
2012-02-21
Final do dia...
2012-01-31
Apenas dois..
Há algo engraçado na vida de uma pessoa. Algo que só o próprio poderá vivenciar mas ainda assim, algo engraçado. Há uns anos atrás não imaginava como seria o futuro, e curiosamente, hoje, não imagino como seria o passado. A nostalgia tem uma vontade própria de nos levar apenas aos locais que lhe interessa e eu assumo que ela saberá aonde nos leva...
Devo dizer que isto não pode, nem deve, ser entendido como algum regresso ao passado, mas não queria cair nesse erro. Tal como um livro apenas contêm aquilo que lhe é devido, um espaço como este também deveria conter apenas aquilo que lhe é devido e tudo o que vem posteriormente, vem sempre em forma de anexo, de uma página a mais que quebra a harmonia já existente... Acredito que o mesmo não se aplique tão fielmente aos bits e bytes deste pequeno cantinho no meio do universo dos seus irmãos mais velhos e portanto, tal como tinha referido, não é, nem deve, ser entendido como um regresso ao passado..
Com três pontinhos se acaba, é certo, mas a verdade, é que ainda só escrevemos dois. Reservemos o terceiro para o futuro
2008-05-15
Fly Away
E foi assim que acordei hoje de manhã: rádio a ultrapassar os decibéis desejáveis, os olhos a custar a abrir, a música a latejar na cabeça, e a enorme preguiça de me levantar da cama, descer as escadas e desligar aquele barulho malvado que me tirou do belo do sono de 4 horas...
A música que estava a dar (Fly Away do Lenny K), uma relíquia dos velhos tempos, pois já la vão 10 anos, e 10 anos é antiquado para as gerações de hoje, pôs-me a pensar nas futuras perspectivas de vida, de emprego.
Existe a oportunidade de voar deste Porto para aquela lisboa (com "l" pequeno pois é a cidade maldita para as pessoas do Norte que teimam em ir lá parar), e digo voar pois a 220km/H, não deslizamos, mas voamos sobre os carris. E se por um lado já disse inúmeras vezes que queria desaparecer, só agora reflicto ("reflito" se fosse sobre o novo acordo ortográfico, ou muito simplesmente o Brasileiro adoptado em Portugal) sobre o que fica para trás. E não é só a família, mas os amigos, as amigas, as saídas, os passeios, o computador... Sim, o computador. E com o computador ficam as edições de vídeo, que, já com projectos em vista e sendo esta uma das minhas paixões, torna-se algo difícil de deixar para trás.
Com certeza que novas oportunidades surgirão e se ficar aonde penso ficar, o Premier é algo que não vai faltar, embora a matéria prima para este possa escassear. Mas são as possíveis oportunidades deixadas para trás, que sem saber bem o que são e o que poderiam ou não ser, me incomodam profundamente.
E no entanto, este tiro no escuro já foi dado... Lanternas, procuram-se!
A música que estava a dar (Fly Away do Lenny K), uma relíquia dos velhos tempos, pois já la vão 10 anos, e 10 anos é antiquado para as gerações de hoje, pôs-me a pensar nas futuras perspectivas de vida, de emprego.
Existe a oportunidade de voar deste Porto para aquela lisboa (com "l" pequeno pois é a cidade maldita para as pessoas do Norte que teimam em ir lá parar), e digo voar pois a 220km/H, não deslizamos, mas voamos sobre os carris. E se por um lado já disse inúmeras vezes que queria desaparecer, só agora reflicto ("reflito" se fosse sobre o novo acordo ortográfico, ou muito simplesmente o Brasileiro adoptado em Portugal) sobre o que fica para trás. E não é só a família, mas os amigos, as amigas, as saídas, os passeios, o computador... Sim, o computador. E com o computador ficam as edições de vídeo, que, já com projectos em vista e sendo esta uma das minhas paixões, torna-se algo difícil de deixar para trás.
Com certeza que novas oportunidades surgirão e se ficar aonde penso ficar, o Premier é algo que não vai faltar, embora a matéria prima para este possa escassear. Mas são as possíveis oportunidades deixadas para trás, que sem saber bem o que são e o que poderiam ou não ser, me incomodam profundamente.
E no entanto, este tiro no escuro já foi dado... Lanternas, procuram-se!
Momentum 2008 - Ministério de Louvor IBCedofeita
Um abraço para o grupo que trabalhou nas filmagens e deu o apoio na edição.
Barbs, para a próxima não te pires do país... Raminhos e Oliveirinha (só não és da serra), muito obrigado pelo "aturamento" naquelas horas das várias madrugadas...
Para todos os que já me agradeceram, obrigado por terem gostado!
PS: o vídeo não aparece porque, e obrigada por me avisarem, faltam os créditos! De volta para o after effects... :)
2008-02-04
3 de fevereiro...
"mais um domingo de desenrasca... " - portátil + projector + easyworship + instalação e configuração à pressa = problemas... e posteriores palmadinhas nas costas...
"este livro é muito porreiro" - O canto dos fantasmas (João Aguiar), comprado à 3 dias sem qualquer noção do que esperar dele... e ainda vou na página 48...
"só faço porcaria..." - dito de forma bem suave o que mais uma vez, com todo o meu jeitinho, voltei a fazer contigo...
e apesar de tudo, posso dizer que o dia até correu bem.
"este livro é muito porreiro" - O canto dos fantasmas (João Aguiar), comprado à 3 dias sem qualquer noção do que esperar dele... e ainda vou na página 48...
"só faço porcaria..." - dito de forma bem suave o que mais uma vez, com todo o meu jeitinho, voltei a fazer contigo...
e apesar de tudo, posso dizer que o dia até correu bem.
2007-04-08
Rewind? Play...
Para os que não tiveram nada melhor que fazer do que ver televisão, deu hoje o filme “The Butterfly Effect”. Para quem ainda não viu, o filme retrata a vida de um jovem que consegue retornar ao passado em momentos chave da sua vida e tenta alterar o que se passou na esperança de remediar as coisas. Pelo meio, encontra-se uma história de amor...
“The Time Machine”, é um outro filme em que um cientista inventa uma máquina do tempo e usa-a na esperança de salvar a mulher que ama. Não conseguindo, segue em direcção ao futuro para tentar encontrar uma resposta para o seu falhanço.
Muitas vezes limitamo-nos a falar no nosso futuro: o que vou ser, o que vou fazer, com quem vou viver, irei ou não ter filhos, irei ou não viajar muito, irei ou não ter sucesso na vida; mas quantas vezes deparamo-nos a olhar para o passado a pensar de maneira similar? Quantas vezes nos questionamos “e se”...
Paradoxos temporais à parte, se pudéssemos voltar atrás no tempo sem ser apenas por nostalgia, por recordação, será que valia de algo alterar o nosso percurso? Aqueles momentos chave da nossa vida que achamos que a podiam ter mudado, valeria apena?
Já o devo de ter questionado umas quatro ou cinco vezes neste local, mas a verdade é que quando só se questiona uma vez, contentamo-nos com a primeira resposta, seja ela correcta ou não. Penso que a verdadeira questão prática não é pensar na eventualidade de que se tivesse sorrido naquela altura, se as coisas seriam diferentes hoje ou não, mas pensar que se sorrir hoje, se o amanha será diferente ou se irei voltar a colocar a mesma nostalgia à pergunta: e se?
Três meses depois, novo “look”. Não tem nada de original já que é igual a tantos outros (qualquer semelhança com o de um certo golfinho é pura realidade), a não ser a bela da foto... Tirem os traços, tirem os pontinhos, metam cor no fundo e já têm a original. Para quem se ficar a perguntar o que é, apenas digo que é bem pequenino (um, talvez dois centímetros de largura).
“The Time Machine”, é um outro filme em que um cientista inventa uma máquina do tempo e usa-a na esperança de salvar a mulher que ama. Não conseguindo, segue em direcção ao futuro para tentar encontrar uma resposta para o seu falhanço.
Muitas vezes limitamo-nos a falar no nosso futuro: o que vou ser, o que vou fazer, com quem vou viver, irei ou não ter filhos, irei ou não viajar muito, irei ou não ter sucesso na vida; mas quantas vezes deparamo-nos a olhar para o passado a pensar de maneira similar? Quantas vezes nos questionamos “e se”...
Paradoxos temporais à parte, se pudéssemos voltar atrás no tempo sem ser apenas por nostalgia, por recordação, será que valia de algo alterar o nosso percurso? Aqueles momentos chave da nossa vida que achamos que a podiam ter mudado, valeria apena?
Já o devo de ter questionado umas quatro ou cinco vezes neste local, mas a verdade é que quando só se questiona uma vez, contentamo-nos com a primeira resposta, seja ela correcta ou não. Penso que a verdadeira questão prática não é pensar na eventualidade de que se tivesse sorrido naquela altura, se as coisas seriam diferentes hoje ou não, mas pensar que se sorrir hoje, se o amanha será diferente ou se irei voltar a colocar a mesma nostalgia à pergunta: e se?
Três meses depois, novo “look”. Não tem nada de original já que é igual a tantos outros (qualquer semelhança com o de um certo golfinho é pura realidade), a não ser a bela da foto... Tirem os traços, tirem os pontinhos, metam cor no fundo e já têm a original. Para quem se ficar a perguntar o que é, apenas digo que é bem pequenino (um, talvez dois centímetros de largura).
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