2006-01-10

Há dias bons e há dias maus...

...há dias em que não queremos sair da cama e há dias em que não queremos ficar nela. Há dias que correm bem e outros que correm mal. É um equilíbrio natural que se mantém durante toda a vida. Mas também há dias em que estamos na cama e não deveríamos de estar e quando deveríamos, não estamos. Dias em que tudo corre ao contrário... tudo nos incomoda mas, verdadeiramente, nada nos afecta. Implicamos com as coisas simples sem consciência, que do outro lado, está alguém que magoamos.

Discutimos, ama-mos, sofremos, procuramos... motivados por razões sem razão, lançamo-nos na busca de algo que nem nós próprios sabemos, nem nós próprios sentimos. Tudo isto num dia ao contrário de todos os outros. Num dia sem sentido aparente para a vida. Um dia, que por ser diferente, perdemos o controlo.
Mas até um saco do avesso é nos útil e sendo assim, um dia diferente, em que tudo parece correr mal, tudo parece bater certo no fim. Alguém que nos apoia, que nos ajuda quando mais precisamos.
Mas a consciência continua pesada, presa ao passado como uma lagrima presa por quem não a quer deixar sair. Pior que errar é ter consciência de que magoamos alguém... por isso e por outros momentos do passado peço o meu perdão...

Afinal, a vida é como correr ao lado de relva verde com o som do mar e o por do sol... queixamo-nos que já não temos forças para continuar, mas vemos a beleza, agarramo-nos aos pensamentos, encontramos força para dar mais uns passos a um ritmo cada vez maior. Cansamo-nos, é inevitável... o que nos distingue, é que enquanto alguns desistem da corrida, outros procuram no fundo da alma algo que os faça continuar a correr...

Hoje corri. Quando me senti ofegante, pensei em ti... continuei a correr...

2 comentários:

Susana Costa disse...

Ok... sinceramente... ta mxm fixe!!!
Devido à minha situação corrente achei o texto mt tocante! Acho que ficou muito fixe, conseguiste-te expressar correctamente e com sentimento!!!
Bjx!!!

Anónimo disse...

Todos corremos algum dia...de raiva.Por não termos entendido no naquele momento que magoámos alguém.Percebo-te... oh! não tenho um nome teu.Vou pensar num para ti.Depois digo-te...

E.