As vezes há que parar, olhar, captar, sentir... partilhar
Esta, é para ti…
"Era uma vez um pintainho, e o dono desse pintainho gostava muito do pintainho. Então, dava-lhe de comer todos os dias. Até que o pintainho engordou, engordou e não conseguia sair pela porta e ficou preso. O dono do pintainho tentou puxa-lo mas não conseguiu. Então, pegou num isqueiro e pegou fogo à casa do pintainho e o pintainho ficou todo chamuscado. O dono do pintainho comeu um bocado e viu que era bom! Então, cortou o pintainho às fatias e guardou algumas na despensa e comeu o resto. O pai do pintainho foi à despensa o dono do pintainho e viu o pintainho cortado aos bocados. Então o pai do pintainho matou o dono do pintainho e comeu-o e viveu feliz para sempre.""Era uma vez um rapaz e uma rapariga no meio de tantos outros rapazes e raparigas que viajavam numa camioneta. Ele, contou uma história a ela e mais algumas vezes aos outros rapazes e raparigas que iam à beira. Confirmou-se o seu lado tolo, meio trengo, aquele lado a que todos estavam habituados a ver nele. Observei-o. Reparei que no meio dos risos de alguns, do nojo de outros por aquela história, para aquele rapaz, a tolice proferida foi apenas mais uma tolice como tantas outras. Fiquei curioso e continuei a observar. Ao principio não percebi, mas no final da viajem encontrei a minha resposta no olhar daquele rapaz, na ternura e carinho com que observara e acariciara a face, os cabelos da rapariga.
Poucos foram os que se aperceberam, mas naquele dia, aquele rapaz mostrou mais de si do que no dia a dia, do que se ele próprio tentasse mostrar, tanto pelas suas palavras como pelos seus gestos… Pensei que o fosse invejar, mas dei por mim contente por também me ter apercebido de quem aquele rapaz era.”Pediram-me que deixa-se aqui aquela história que nós ouvimos e acabei por deixar também uma outra história que vimos… Como diria alguém de uma livraria: “temos histórias para todos os gostos”. O pequeno blog ainda não chegou a isso, mas vai caminhando para lá…